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BRASIL, Nordeste, JOAO PESSOA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Livros, Cinema e vídeo
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PAPO DE ÔNIBUS - 04

...Sei não, é dificil demais mexer com isso!
Hoje, do jeito que estão esses aparelhos, se consigo ligar, receber e ouvir música, pra mim já tá ótimo, disse a ruiva de cabelo curto (não, não era loira).

No meu celular só consigo ouvir música se não colocar o fone, quando coloco, o bicho fica mudo, pode! Já saí apertando tudo quanto é botaõzinho de Ferramentas, tu sabe mexer nisso? Teu celular é igual ao meu, deixa eu ver?

Não, é de marca diferente, respondeu a morena e emendou com a clássica pergunta. Já leste o manual?

N.E. Adorei essa pergunta. kkkkkkkk. Era justamente isso que eu estava pensando enquanto ouvia esse papo. Apesar que, tenho que confessar, raramente leio manuais e acho que 90% da população tambem não, o que, obviamente se aplica a ruiva, também.

Lembrei de uma reportagem que vi no Jornal da Globo faz uns 15 anos, eu acho (não sou velha, só tenho boa memória, tá) falando da dificuldade que era pro brasileiro comum usar o controle remoto do vídeo-cassete, pela quantidade de botões que havia (e ainda há) nesses aparelhinhos que foram criados pra "facilitar" nossa vida.

Pois é, os aparelhos se modernizam, mas as dificuldades continuam as mesmas do século passado, rss.

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA, AQUELE QUE NUNCA TEVE VONTADE DE JOGAR O CONTROLE REMOTO NA PAREDE, PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA!

Para ler o Papo de ônibus 03, desça o cursor. Para os anteriores, clique aqui

Escrito por F. R. às 11h34 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe (Oscar Wilde)

Escrito por F. R. às 11h15 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Crônica do Amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor? Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó! Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso.

Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

Tá assinado pelo Arnaldo Jabor, mas realmente não sei se é dele. Como adorei o texto, resolvi posta-lo.

 

 

Escrito por F. R. às 10h14 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Curiosidades dos anos 1600 a 1700
(para se entender alguns costumes)

Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros.

Na Idade Média, não existiam dentifrícios ou escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico.. As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.

Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.

Vemos, nos filmes de hoje, as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).. Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissip ado pelo abanador.

Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.

Quem já esteve em Versalies admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas "usados" como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia banheiro.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada.

Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O c hefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos.

Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivete" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" (está ch ovendo gatos e cachorros).

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então  colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.

A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizadopara outro cadáver. Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão usada por nós até os dias de hoje.

Escrito por F. R. às 09h50 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Fotos da festa de lançamento do Fusca. Voce sabia que a criação desse carro foi um pedido do Her Adolph Hitler? Pois é!

Enviada por Kolberg

 

Escrito por F. R. às 09h46 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Gente,

Não gosto muito desses textos piegas, meio auto-ajuda e tals. Mas, apesar do que posto aí abaixo ser um pouco auto-ajuda (estou sendo contraditória, eu sei, mas, as vezes, é preciso) acho que vale a pena ser lido. Espero que gostem e tirem alguma lição dele.

Construa Seu Futuro
 
João era um importante empresário.
Morava em um apartamento de cobertura,
na zona nobre da cidade.
Naquele dia, João deu um longo beijo em sua amada
e fez em silêncio a sua oração matinal
de agradecimento a Deus por sua vida,
seu trabalho e suas realizações.
 
Após tomar café com a esposa e os filhos,
João levou-os ao colégio e se dirigiu a uma de suas empresas.
Chegando lá, cumprimentou com um sorriso os funcionários,
 inclusive Dona Teresa, a faxineira.
Tinha ele inúmeros contratos para assinar,
decisões para tomar, reuniões com vários departamentos da empresa,
contatos com fornecedores e clientes,
mas a primeira coisa que disse para sua secretária foi:
 
"Calma, faça uma coisa de cada vez, sem
Ao chegar a hora do almoço, ele foi para casa curtir a família.
À tarde, tomou conhecimento que o faturamento do mês
superou os objetivos e mandou anunciar
que todos os funcionários teriam
gratificações salariais no mês seguinte".
 
Apesar da sua calma, ou talvez, por causa dela,
conseguiu resolver tudo que estava agendado para aquele dia.
Como já era sexta-feira, João foi ao supermercado,
voltou para casa, saiu com a família para jantar
e depois foi dar uma palestra para estudantes,
sobre motivação para vencer na vida.
 
 
 
MANOEL
 
Enquanto isso, no bairro mais pobre de outra capital,
vive Manoel, ou Mané, como era mais conhecido.
Como fazia em todas as sextas-feiras,
Mané foi para o bar jogar sinuca e beber com amigos.
Já chegou lá nervoso, pois estava desempregado.
Um amigo seu tinha lhe oferecido uma vaga
em sua oficina como auxiliar de mecânico, mas ele recusou,
alegando não gostar do tipo de trabalho.
Mané não tinha filhos e estava também sem uma companheira,
pois sua terceira mulher partiu dias antes
dizendo que estava cansada de ser espancada
e de viver com um inútil.
Ele estava morando de favor, num quarto imundo
no porão de uma casa.
Naquele dia, Mané bebeu mais algumas,
jogou, bebeu, jogou e bebeu até o dono do bar
pedir para ele ir embora.
Ele pediu para pendurar a sua conta,
mas seu crédito havia acabado,
então armou uma tremenda confusão
e o dono do bar o colocou pra fora.
 Sentado na calçada, Mané chorava pensando
no que havia se tornado sua vida,
quando seu único amigo, o mecânico, apareceu e,
após levá-lo para casa e curando um pouco o porre, perguntou a Mané:
 
- "Diga-me, por favor, o que fez com que você chegasse
até o fundo do poço desta maneira?"
 
Mané então desabafou:
 
- "A minha família...
Meu pai foi um péssimo exemplo.
Ele bebia, batia em minha mãe,
não parava em emprego nenhum.
Tínhamos uma 'vida miserável.
Quando minha mãe morreu doente,
por falta de condições, eu saí de casa,
revoltado com a vida e com o mundo.
Tinha um irmão gêmeo, que também saiu de casa no mesmo dia,
mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi.
Deve estar vivendo desta mesma forma".
 
ENQUANTO ISSO, na outra capital,
João terminava sua palestra para estudantes.
Já estava se despedindo quando um aluno
ergueu o braço e lhe fez a seguinte pergunta:
 
- "Diga-me, por favor, o que fez com que o senhor
chegasse até onde está hoje,
um grande empresário e um grande ser humano?"
 
João emocionado, respondeu:
-"A minha família. Meu pai foi um péssimo exemplo.
Ele bebia, batia em minha mãe, não parava em emprego nenhum,
 tínhamos uma vida miserável.
Quando minha mãe morreu, por falta de condições,
eu saí de casa, decidido que não seria aquela
vida que queria para mim e minha futura família.
Tinha um irmão gêmeo, que também saiu de casa no mesmo dia,
mas foi para um rumo diferente, nunca mais o vi.
Deve estar vivendo desta mesma forma".
 
MORAL DA HISTÓRIA:
 
O que aconteceu com você até agora,
não é o que vai definir o seu futuro,
e sim a maneira como você vai reagir
a tudo que aconteceu.
Sua vida pode ser diferente,
não se lamente pelo passado,
CONSTRUA VOCÊ MESMO O SEU FUTURO.
Encare tudo como uma lição de vida,
aprenda com seus erros e até mesmo
com o erro dos outros.
O que aconteceu é o menos importante.
O que realmente importa é
o que você vai fazer com o que acontecer.
 
( desconheço autoria )

 

Escrito por F. R. às 09h33 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Modo de usar-se

"Coitada, foi usada por aquele cafajeste". Ouvi essa frase na beira da praia, num papo que rolava no guarda-sol ao lado. Pelo visto a coitada em questão financiou algum malandro, ou serviu de degrau para um alpinista social, sei lá, só sei que ela havia sido usada no pior sentido, deu pra perceber pelo tom do comentário. Mas não fiquei com pena da coitada, seja ela quem for.

Não costumo ir atrás desta história de "foi usada". No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente. Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração. E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.

Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir. Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer.

Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição – dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie. Use seu médico, seu dentista, sua saúde.

Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o. Use sua voz: marque entrevistas.
Use sua simpatia: convença os outros. Use seus neurônios: pra todo o resto.

E este coração acomodado aí no peito? Use-o, ora bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou "apenas" 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu.

Use-se para conseguir uma passagem para a Patagônia, use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas – a memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo. Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser. Seus dedos para pedir carona, escrever poemas, apontar distâncias. Sua boca pra sorrir, sua barriga para gerar filhos, seus seios para amamentar, seus braços para trabalhar, sua alma para preencher-se, seu cérebro para não morrer em vida.

Use-se. Se você não fizer, algum engraçadinho o fará. E você virará assunto de beira de praia.

Martha Medeiros

Enviada por minha amiga Eliane.

Escrito por F. R. às 09h04 [ ] [ envie esta mensagem ] []

Ótima entrevista do Nizan Guanaes ao João Dória Junior no Programa ShowBusiness

 

Escrito por F. R. às 11h24 [ ] [ envie esta mensagem ] []

PAPO DE ÔNIBUS - 03

Semana passada não consegui ouvir nenhum papo interessante. Em compensação, hoje, rolou um papo relativamente longo, misto de papo sério com picos de diversão. Duas moças, com cara entre 28 e 30 anos... Algumas palavras estão escritas erradas, de propósito. Escrevi conforme a pronúncia delas, ok!

Pra facilitar o entendimento, colocarei nomes, obviamente fictícios.

Vamos a ele:

- Maria, quando cheguei em casa ontem tava passano uma reportage sobre a Paraíba, acho que era no canal 12, falano de Patos, sobre crianças que eram, sei lá, istrupada pelos pai, padrastro, tio, essas coisa. Absurdo, né!

A outra concorda, balançando a cabeça... e emenda:
- Pois é, Madalena. E eu que nem vi a estréia da novela nova ontem. Tava cum sono danado, dormi cedo mas acordei umas 11 da noite com juninho churumingano... pense!

Maria pergunta:

- Ainda tais caminhano?

- Tô nada, responde Mada (já tô íntima, rss) deu uma dor na "pranta" do meu pé, eu dexei pra lá. Fiquei com medo.

- E tu foi no médico?, perguntou Maria. E sem esperar resposta de Madalena já emendou:
- Lembra da Márcia, que mora no Valentina, perto do ponto final? Ela foi no médico, ele disse que ela tava com um negócio, um tal de "róide", "tiróide", negócio assim... passou um bocado de remédio pra ela, parece q esse negócio né brincadeira, não, visse. Vai no médico, mulher! Num fique guardano doença, não, viu!

Mada ficou um pouco pensativa e depois perguntou:

- Tu já foi no Atacadão? aquela loja que inaugurou dia desse no Geisel?

- Fui nada, mada, é ruim demais pra mim, não sei nem que ônibus pega. Tu pegou qual pra ir lá?, perguntou Maria.

- Fui com minha patroa, danada, fui de ônibus não.

N.R. (Senti uma certa inveja por parte de Maria, no ar, rsss. Continuando o papo...)

Maria perguntou se os preços de lá eram bons ao que Madalena respondeu:

- Sim, mas não tem sacola pra embalar, é ruim por isso. Acho que por isso, os preço são mais baixo, né. Fiz minha feira todinha lá, aproveitei a carona da patroa, ela me deixou em casa depois, foi bom demais!

Disse isso e deu uma ótima gargalhada. Chamou atenção da galera, no ônibus.
 
Acho que vou lá esse sábado, de novo.

- Eita, queria ir contigo, disse Maria. Mas não sei nem que ônibus pega. Tu não sabe, não? Pra mim seria bom porque não faço feira, vou comprando quando as coisa em casa acaba, dá pra trazer no ônibus. Tu visse o preço de Treloso amantegado lá?

N.R.2 (Agora que não aguentou fui eu. Achei engraçado ela perguntar especificamente de um produto e pensei: não é possível que ela vai saber do preço desse biscoito)

- Vi não, Maria. Parece que desse não tem lá, tem do outro do Treloso, se não me engano, R$ 2,20.

N.R.3 (Me enganei, viram! Ela sabia, kkkkk)

Tem muita fila lá? perguntou Maria.

- Vixe, demais até! Fiquei um tempão na fila. Tinha uma mulher gorda na minha frente que tava com três carrinho lotado. Imagina como demorô só aí!

- Pois Madalena, vou mais não, visse. Tô correno de fila! Além disso, nem sei que ônibus pega!


Estava chegando a minha parada, tive que passar a roleta.
O que achei interessante nesse papo foi primeiro, as diversidades dos assuntos. Como elas pularam da água pro vinho, ao sabor da vontade. 
Também, que, cada uma, com sua percepção, tem uma opinião formada sobre os assuntos do cotidiano, sejam eles quais forem.
Muitas vezes, temos a impressão, que as pessoas de classes menos favorecidas não captam as mensagens enviadas pelos meios de comunicação. Acho que esse papo deixou um pouco mais claro que sim, que elas entendem.

Papos anteriores, só rolar o cursor pra baixo. 

 

 


 

Escrito por F. R. às 10h51 [ ] [ envie esta mensagem ] []