I Quando Geisy apareceu Balançando o mucumbu Na Faculdade Uniban, Foi o maior sururu: Teve reza e ladainha; Não sabia que uma calcinha Causava tanto rebu. II Trajava um mini-vestido, Arrochado e cor de rosa; Perfumada de extrato, Toda ancha e toda prosa, Pensou que estava abafando E ia ter rapaz gritando: "Arrocha a tampa, gostosa!" III Mas Geisy se enganou, O paulista é acanhado: Quando vê lance de perna, Fica logo indignado. Os motivos eu não sei, Mas pra passeata gay Vai todo mundo animado! IV Ainda na escadaria, Só se ouvia a estudantada Dando urros, dando gritos, Colérica e indignada Como quem vai para a luta, Chamando-a de prostituta E de mulherzinha safada. V Geisy ficou acuada, Num canto, triste a chorar, Procurou um agasalho Para cobrir o lugar, Quando um rapaz inocente Disse: "oh troço mais indecente, Acho que vou desmaiar!" VI A Faculdade Uniban, Que está em último lugar Nas provas que o MEC faz, Quis logo se destacar: Decidiu no mesmo instante Expulsar a estudante Do seu quadro regular. VII Totalmente escorraçada, Sem ter mais onde estudar, Geisy precisa de ajuda Para a vida retomar, Mas na novela das oito É um tal de molhar biscoito E ninguém pra reclamar. VIII O fato repercutiu De Paris até Omã. Soube que Ahmadinejad Festejou lá no Irã, Foi uma festa de arromba Com direito a carro-bomba Da milícia Talibã. IX E o rico Osama Bin Laden, Agradecendo a Alá, Nas montanhas cazaquistãs Onde foi se homiziar Com uma cigana turca, Mandou fazer uma burca Para a brasileira usar. X Fica pra Geisy a lição Desse poeta matuto: Proteja seu bom guardado Da cólera dos impolutos, Guarde bem o tacacá E só resolva mostrar A quem gosta do produto.
Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal. Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que foi apelidado de "O Quinto dos Infernos". A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama".
Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário - IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final deste ano de 2009 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos...
Para que? Para sustentar a corrupção, o PAC, o mensalão, o Senado com sua legião de "diretores", a festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar no executivo. Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar esta corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa.
E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!
- Hummm... - Hummm... - Eca!!! - Eca?! Quem falou Eca? - Fui eu, sô! O senhor num acha que esse vinho tá com um gostim estranho? - Que é isso?! Ele lembra frutas secas adamascadas, com leve toque de trufas brancas, revelando um retrogosto persistente, mas sutil, que enevoa as papilas de lembranças tropicais atávicas... - Putaquepariu sô! E o senhor cheirou isso tudo aí no copo?! - Claro! Sou um enólogo laureado. E o senhor? - Cebesta, eu não! Sou isso não senhor!! Mas que isso aqui tá me cheirando iguarzinho à minha egüinha Gertrudes depois da chuva, lá isso tá! - Ai, que heresia! Valei-me São Mouton Rothschild! - O senhor me desculpe, mas eu vi o senhor sacudindo o copo e enfiando o narigão lá dentro. O senhor tá gripado, é? - Não, meu amigo, são técnicas internacionais de degustação entende? Caso queira, posso ser seu mestre na arte enológica. O senhor aprenderá como segurar a garrafa, sacar a rolha, escolher a taça, deitar o vinho e, então... - E intão moiá o biscoito, né? Tô fora, seu frutinha adamascada! - O querido não entendeu. O que eu quero é introduzi-lo no... - Mais num vai introduzi mais é nunca! Desafasta, coisa ruim! - Calma! O senhor precisa conhecer nosso grupo de degustação. Hoje, por exemplo, vamos apreciar uns franceses jovens... - Hã-hã... Eu sabia que tinha francês nessa história lazarenta... - O senhor poderia começar com um Beaujolais! - Num beijo lê, nem beijo lá! Eu sô é home, safardana! - Então, que tal um mais encorpado? - Óia lá, ocê tá brincano com fogo... - Ou, então, um suave fresco! - Seu moço, tome tento, que a minha mão já tá coçando de vontade de meter um tapa na sua cara desavergonhada! - Já sei: iniciemos com um brut, curto e duro. O senhor vai gostar! - Num vô não, fio de um cão! Mas num vô, memo! Num é questão de tamanho e firmeza, não, seu fióte de brabuleta. Meu negócio é outro, qui inté rima com brabuleta... - Então, vejamos, que tal um aveludado e escorregadio? - E que tal a mão no pédovido, hein, seu fióte de Belzebu? - Pra que esse nervosismo todo? Já sei, o senhor prefere um duro e macio, acertei? - Eu é qui vô acertá um tapão nas suas venta, cão sarnento! Engulidô de rôia! - Mole e redondo, com bouquet forte? - Agora, ocê pulô o corguim! E é um... e é dois... e é treis! Num corre, não, fiodaputa! Vorta aqui que eu te arrebento, sua bicha fedorenta!...
Adorei essa pintura. Mostra como o mundo é infinitamente maior que nós. Como somos pequeninhos e o quanto devemos respeitar a natureza, no sentido mais amplo da palavra, ao nosso redor.
Rádio e internet são as mídias de maior credibilidade, revela pesquisa
Um estudo realizado pelo Instituto Vox Populi, encomendado pela Máquina da Notícia, aponta que o rádio e a internet são as mídias que despertam mais credibilidade entre os brasileiros. Em uma escala de 1 a 10, o rádio conquistou a maior nota (8,21), quase empatando com a internet (8,20), seguidos pela TV (8,12), jornal (7,99), revista (7,79) e redes sociais (7,74).
A pesquisa mostrou que as mídias apontadas pela credibilidade não são necessariamente as mais acessadas, já que a TV é vista pela maioria dos respondentes (99,3%), seguida por rádio (83,5%), jornal impresso (69,4%), internet - sites de notícias e blogs de jornalistas - (52,8%), revista impressa (51,1%), redes sociais - Twitter, Orkut, Facebook, etc - (42,7%), a versão online dos jornais impressos (37,4%) e a versão online das revistas impressas (22,8%).
O economista e coordenador da pesquisa, Luis Contreras, consultor do Grupo Máquina, destaca o avanço das redes sociais, que se aproximam do índice de credibilidade das demais fontes de informação. “Entre os usuários dessa nova mídia, 40% consideram-na como de credibilidade muito alta. Isso nos mostra claramente que não podemos ignorar o poder das redes sociais na formação de opinião”, enfatiza.
Entre os principais meios de informação, a TV continua na liderança (55,9%), seguida pela internet - sites de notícias/blogs jornalísticos - (20,4%), jornal impresso (10,5), rádio (7,8%), internet - redes sociais - 2,7%, jornal online (1,8%), revista impressa (0,8%) e revista online (0,1%).
O estudo entrevistou 2.500 pessoas maiores de 16 anos, entre 25/08 e 09/09, no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Na mitologia grega, Anfitrião era marido de Alcmena, a mãe de Hércules. Enquanto Anfitrião estava na guerra de Tebas, Zeus tomou a sua forma para deitar-se com Alcmena, e Hermes tomou a forma de seu escravo, Sósia, para montar guarda no portão. Uma grande confusão foi criada, pois evidentemente, Anfitrião duvidou da fidelidade da esposa. No fim, tudo foi esclarecido por Zeus, e Anfitrião ficou contente por ser marido de uma mulher escolhida do deus. Daquela noite de amor nasceu o semideus Hércules. A partir daí, o termo anfitrião passou a ter o sentido de 'aquele que recebe em casa'. Portanto, ANFITRIÃO é sinônimo de: CORNO MANSO FELIZ!
Resumindo: QUANDO DISSEREM QUE VOCÊ É UM BOM ANFITRIÃO, FIQUE DE ORELHA EM PÉ!
-Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe: - Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica, bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada. E o ladrão, confuso, diz: - Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato?
Espetáculo de dança telemática utiliza-se de pesquisas da UFPB
Estudos do Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital (LAVID), da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), serão utilizados em espetáculo de dança telemática nesta terça-feira (6), às 18h, unindo Fortaleza, Natal e Barcelona. Esses estudos combinam componentes de suporte à transmissão de vídeo de alta qualidade e à comunicação em tempo real entre grupos de usuários
A performance artística articulará dançarinos em ambientes remotos com um robô e contará ainda com a participação de usuários da Internet, que aparecerão em cena como avatares (animação 3D). A obra, de nome e-Pormundos Afeto, questiona as mudanças no comportamento provocadas pela relativização entre perto e longe, presente e ausente, real e virtual, causadas pela inserção cada vez maior da virtualidade em nossas vidas, que estão em contato constante e direto com dispositivos digitais que estendem, reduzem e transportam nossas identidades para outras dimensões.
O espetáculo é a soma de contribuições dos dançarinos, do robô, dos músicos e do próprio público, que estarão conectados por uma infraestrutura de recepção e envio de sons e imagens de alta qualidade, transmitidos através de uma rede de alta velocidade. Em Fortaleza, o espetáculo poderá ser acompanhado ao vivo, no Teatro Dragão do Mar. Os interessados em qualquer outro lugar poderão assistir e participar virtualmente do espetáculo acessando os sites www.lavid.ufpb.br/gtmda ou http://www.mapad2.ufba.br.
A apresentação do e-Pormundos Afeto ocorre no âmbito do GT Mídias Digitais e Arte (GT-MDA), um dos Grupos de Trabalho (GT) da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O objetivo do GT-MDA é implementar uma infraestrutura de software e hardware para suporte à realização de eventos midiáticos distribuídos, como o e-Pormundos Afeto, que conectam em tempo real pessoas e mídias digitais através de redes de computadores de alta capacidade de transmissão. Soma-se a isso a experiência do Grupo de Pesquisa Poética Tecnológica na Dança, especializado na mediação entre as artes do corpo e as novas mídias e que, nos últimos quatro anos, tem desenvolvido pesquisas no campo da Internet. O espetáculo e-Pormundos Afeto conta também com a participação do grupo catalão Konic, pioneiro em dança com mediação tecnológica na Espanha.
Muito legal essa campanha para divulgar um motel, na cidade de Natal, utilizando-se de Outdoors. Porque campanha de motel não precisa ser vulgar. Vejam:
Próximo dia 12 de Outubro, além de ser comemorado o Dia das Crianças, a padroeira do Brasil, Nsa. Sra. Aparecida e o Descobrimento da América, desde o ano passado também é comemorado o Dia Nacional da Leitura.
Acho super válido o incentivo a leitura, mas me entristece saber que precisamos ter um dia pra lembrar de algo que deveria ser absolutamente corriqueiro em nossa vida, a leitura.
Clique aqui pra conhecer mais sobre o Dia Nacional da Leitura, e já que temos mais essa comemoração no dia 12/10, vamos fazer por merece-la. Muita leitura, gente!!!!!!!
Trata-se de uma padaria da Tailândia, na província de Ratchaburi (100 km a oeste de Bangkok). Eles pretendem difundir o pensamento budista de não acreditar no que se vê, porque o que se vê, pode não ser tão real quanto parece. Os detalhes fazem a perfeição da criação, parecendo quase real e chamando a atenção de todos que passam em frente à padaria. Veja fotos abaixo.
Estes diálogos foram extraídos da Revista Exame de 20/08/2004, página 114 e, por incrível que pareça, realmente foram respostas de candidatos a um emprego.
Confira os trechos.
Entrevistador – Como você administra a pressão?
Candidato – Ah, tranquilo. 11 por 7, no máximo 12 por 8.
Entrevistador – Manter sempre o foco é muito importante. E me parece que você tem alguns lapsos de concentração. Candidato – O senhor poderia repetir a pergunta?
Entrevistador – Como você se sente trabalhando em equipe? Candidato – Bom desde que não tenha gente dando palpite, me sinto muito bem.
Entrevistador – Como você se definiria em termos de flexibilidade? Candidato – Ah, eu faço academia. Sou capaz de encostar o cotovelo na nuca.
Entrevistador – Nós somos uma empresa que nunca pára de perseguir objetivos. Candidato – Que ótimo. E já conseguiram prender algum?
Entrevistador – Vejo que você demonstra uma tendência para discordar. Candidato – Muito pelo contrário. (essa foi demais)
Entrevistador – Em sua opinião, quais seriam os atributos de um bom líder? Candidato – Ah, são várias coisas. Mas a principal é ter liderança.
Entrevistador – Noto que você não mencionou a sua idade aqui no currículo. Candidato – É que eu uso óculos, e isso me faz parecer mais velho. Entrevistador – E qual é a sua idade? Candidato – Com óculos ou sem óculos?
Entrevistador – Quais seriam seus pontos fracos? Candidato – Ah, é o joelho. Até tive de parar de jogar futebol.
Entrevistador – Há alguma pergunta que você queria me fazer? Candidato – Eu parei meu carro lá na rua. Será que eu vou ser multado?
Entrevistador – Por que, dentre tantos candidatos, nós deveríamos contratá-lo? Candidato – Eu pensei que responder a isto fosse seu trabalho.
Entrevistador – Como você pode contribuir para melhorar nosso ambiente de trabalho? Candidato – Bem, eu começaria trocando a recepcionista, que é muito feia.
Entrevistador – Várias pessoas que se sentaram aí nessa mesma cadeira hoje são gerentes. Candidato – Puxa, o fabricante da cadeira vai ficar muito feliz em saber disso.
Entrevistador – Quando digo ‘Sucesso’, qual a primeira palavra que lhe vem à mente? Candidato – Pode ser duas palavras? Entrevistador – Pode. Candidato – Milho. Nário.
Piercing (Zeca Baleiro) A letra dessa música é uma porrada. Eu adoro!
Quando o homem inventou a roda logo Deus inventou o freio, um dia, um feio inventou a moda, e toda roda amou o feio"
Tire o seu piercing do caminho Que eu quero passar Quero passar com a minha dor
Pra elevar minhas idéias não preciso de incenso Eu existo porque penso tenso por isso existo São sete as chagas de cristo São muitos os meus pecados Satanás condecorado na tv tem um programa Nunca mais a velha chama Nunca mais o céu do lado Disneylândia eldorado Vamos nós dançar na lama Bye bye adeus Gene Kelly Como santo me revele como sinto como passo Carne viva atrás da pele aqui vive-se à míngua Não tenho papas na língua Não trago padres na alma Minha pátria é minha íngua Me conheço como a palma da platéia calorosa Eu vi o calo na rosa eu vi a ferida aberta Eu tenho a palavra certa pra doutor não reclamar Mas a minha mente boquiaberta Precisa mesmo deserta Aprender aprender a soletrar
Não me diga que me ama Não me queira não me afague Sentimento pegue e pague emoção compre em tablete Mastigue como chiclete jogue fora na sarjeta Compre um lote do futuro cheque para trinta dias Nosso plano de seguro cobre a sua carência Eu perdi o paraíso mas ganhei inteligência Demência, felicidade, propriedade privada Não se prive não se prove Dont't tell me peace and love Tome logo um engov pra curar sua ressaca Da modernidade essa armadilha Matilha de cães raivosos e assustados O presente não devolve o troco do passado Sofrimento não é amargura Tristeza não é pecado Lugar de ser feliz não é supermercado
O inferno é escuro não tem água encanada Não tem porta não tem muro Não tem porteiro na entrada E o céu será divino confortável condomínio Com anjos cantando hosanas nas alturas nas alturas Onde tudo é nobre e tudo tem nome Onde os cães só latem Pra enxotar a fome Todo mundo quer quer Quer subir na vida Se subir ladeira espere a descida Se na hora "h"o elevador parar No vigésimo quinto andar der aquele enguiço Sempre vai haver uma escada de serviço
Todo mundo sabe tudo todo mundo fala Mas a língua do mudo ninguém quer estudá-la Quem não quer suar camisa não carrega mala Revólver que ninguém usa não dispara bala Casa grande faz fuxico quem leva fama é a senzala Pra chegar na minha cama tem que passar pela sala Quem não sabe dá bandeira quem sabe que sabia cala Liga aí porta-bandeira não é mestre-sala E não se fala mais nisso Mas nisso não se fala E não se fala mais nisso Mas nisso não se fala E não se fala mais nisso Mas nisso não se fala E não se fala mais nisso Mas nisso não se fala
Desculpem-me a ausência com o Papo de Ônibus por esses dias.
Acho que, ou o povo anda muito preocupado com outras coisas e não tem conversado tanto, ou eu ando muito preocupada com as minhas coisas e não tenho dado a devida "atenção" à conversa dos outros, no ônibus, rss.
Esse papo rolou não exatamente dentro do ônibus, foi no ponto, a espera do veículo. No ponto vale também, né, rss.
Três mulheres conversando. Todas bastante jovens, na faixa dos 25 anos. Pelo que entendi da conversa, as tres trabalham em lojas que vendem roupas femininas, em diferentes lugares. A conversa que rolou foi sobre um acontecimento no trabalho de uma delas.
Vou nomeá-las: Mulher 1, Mulher 2 e Mulher 3.
Mulher 01, vestida para matar as 7h30 da manhã, no rosto, uma tela de LCD de 42 polegadas cobrindo os olhos (roubei essa expressão do filme Divã, que achei perfeita. Denominação dada a esses novos modelos de óculos enormeeeeesss), cumprimenta a Mulher 2: Diz aí, mulher, tudo bom?
Mulher 02, chegando no ponto de ônibus vestida um pouco mais discreta, também exibindo uma tela de LCD um pouco menor, de 36 polegadas, cara amarrada, responde: Que nada! tô com um ódio daquele povo da loja, tu num tem nem noção! Peguei uma briga com aquelazinha que trabalha comigo ontem, nêga. Quase sai na tapa, com ela.
Mulher 01, com cara de nenhuma surpresa diz: Num te disse que mais cedo ou mais tarde ia acontecer isso? Eu conheço ela, já trabalhou com uma amiga minha em outra loja e pegou briga com todo mundo lá. Essa menina é de lascar! Não gosta de trabalhar. Fica se escorando nos outros. Num tem quem aguente!
Mulher 02, balançando a cabeça afirmativamente, emenda: E então! Só lembrei de tu quando aconteceu. Bem que Mulher 01 tinha me dito que tivesse cuidado com essazinha! Taí no que deu! Foi pau, nêga! Tu acredita que ela veio botar o dedo na minha cara? Não sei nem sei porque não quebrei aquele dedo, visse! Me bateu uma calma na hora sei lá de onde, mas que deu vontade de avançar, deu! Mas lembrei que a gente tava na loja, as câmeras gravando tudo, ia ficar feio pra mim.
N.R: Mais feio do que já tava!, pensei, rss.
Nisso chega a Mulher 03, que estava mais discretamente vestida. Nem estava com tela de LCD! (Até senti falta, rsss)
Mulher 03: E aí, meninas, as novidades???
Mulher 02: Novidade? A que Mulher 01 tá contando aqui. Lembra daquela fulaninha que já trabalhou na loja ABC* com Maria*?
Mulher 03: Sim, que não queria nada com a vida, claro. Lembro sim. Ela tá trabalhando com voce, não é, Mulher 02? O que houve?
Mulher 02: Quase quebrei o dedo dela ontem, numa discussão que rolou na loja por causa de comissão, tu acredita?
Mulher 03 para Mulher 02: Tinha cliente, na hora?
Mulher 02: Tinha não, ainda bem. Mas a dona da loja chegou bem na hora. Imagina! Ainda bem que ela me deu razão, na briga. A outra ficou lá, puta da vida, mas acabou abaixando a cabeça porque precisa do emprego e a comissão veio pra mim, claro. Agora, que eu sei que vai ter troco, isso com certeza! Ela não vai deixar barato, mas deixa ela vim, dessa vez o dedo dela não me escapa!
Disse isso e as três deram uma puta gargalhada. Eu não aguentei e ri também, discretamente, claro, rss.
Meu ônibus apontou na esquina...
N.R: Eu particularmente acho que a mais errada foi a dona da loja de dar razão a uma das duas. Nesse caso, acho que a culpa da briga é dela por ter contratado alguém que, sabidamente, não gosta de trabalhar. Ela tinha que ter, no mínimo, dado um puxão de orelha nas duas ou talvez até uma suspensão.
A, primeira letra do alfabeto é também a primeira letra da palavra Amor. E se acha importantíssima por isso. Com A se escreve Arrependimento. Que é uma inútil vontade de pedir ao tempo pra voltar atrás. E com A se dá o tipo de tchau mais triste que existe, Adeus. Ah! É com A que se faz Abracadabra! Palavra que se diz capaz de transformar sapo em príncipe ou vice-versa. Com B se diz Belo que é tudo que faz os olhos pensar em ser coração e se dá Benção, um sim que pretende dar sorte. Com C, Calendário, que é onde moram os dias e o Carnaval. Essa oportunidade praticamente obrigatória de ser feliz com data marcada. Civilizado é quem já aprendeu a cantar parabéns pra você e sabe o que é Contrato por ser isso, eu aquilo, com assinatura embaixo. Com D se chega a Dedução, o caminho entre o si e o então. Com D começa Defeito que é cada pedacinho que falta para se chegar à perfeição, que se pede Desculpa, uma palavra que pretende ser beijo. E tem o É de Efêmero, quando é quando passa logo, de Escuridão, pelo resto da noite se alguém recontar as Estrelas e Emoção um tango que ainda não foi feito. E também tem Epa! Uma forma de agradecimento muito utilizada por quem ganhou um pirulito, por exemplo. F é pra Fantasia, qualquer tipo de... Já pensou se fosse assim? Fábula, uma estória que poderia ter acontecido de verdade se a verdade fosse um pouco mais maluca. E Fé, que é toda certeza que dispensa provas. A sétima letra do alfabeto é G, que fica irritadíssima quando confundem com o J. G de Grade, que serve pra prender todo mundo, uns dentro, outros fora. G de Goleiro, alguém que se pode botar a culpa do gol. G de Gente, carne, osso, alma e sentimento, tudo isso ao mesmo tempo. Depois vem o H de História, quando todas as palavras do dicionário ficam a disposição de quem quiser contar qualquer coisa que tenha acontecido ou sido inventada. O I, de Idade, aquilo que você tem certeza que vai ganhar de aniversário, queira ou não queira. J de Janela, por onde entra tudo que é lá de fora e de Jasmim, que tem a sorte de ser flor e ainda tem a graça de se chamar assim. L, de Lá. Onde a gente fica pensando se ta melhor ou pior do que aqui. De Lágrima, sumo que sai pelos olhos quando se experimenta oração. E de Loucura, coisa que quem não tem só pode ser completamente louco. M de Madrugada, onde vivem os sonhos. N de Noiva, moça que geralmente usa branco por fora e vermelho por dentro. O de Ódio, não precisa explicar. P de Pecado, algo que os homens inventaram e ainda inventaram que foi Deus quem inventou. Q, tudo que tem um não sei Que de não sei Que. E R, de Rebolar, que é o que tem que se fazer pra chegar lá. S é de Sagrado, tudo que combina com a cantata de Bach, de Segredo, aquilo que você ta louco pra contar. E de Sexo, quando o beijo é maior do que a boca. T de Talvez, resposta pior do que não. Uma vez que ainda deixa meio bamba uma esperança, de Tanto, um muito que até ficou tonto. De Testemunha, que por sorte ou por azar não estava em outro lugar. U de Ui. Ai que ainda é arrepio. De Último, que anuncia o começo de outra coisa. E de Único, tudo que pela facilidade de virar nenhum, pede cuidado. Vem o V de Vazio, um termo injusto com a palavra nada, e V de Volúvel, uma pessoa que ora quer o que quer e ora quer o que querem que ela queira. E, chegamos ao X, de Xingamento, que é uma palavra ou frase destinada a acabar com a alegria de alguém e de Xô! Única palavra do dicionário das aves traduzida para o português. Z é a última letra do alfabeto, que alcançou a glória quando foi usada pelo Zorro. Z de Zaga, algo que serve para o goleiro não se sentir o único culpado. De zebra, quando você esperava liso e veio listrado. De Zíper, fecho que precisa de um bom tino pra ser aberto. E de Zureta, que é como a cabeça da gente fica ao final de um dicionário inteiro.
"Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam. Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias. Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida. Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial. Regra simples, mas aprendizado duro."