Via Dupla

23/11/11

Texto enviado por minha amiga Eliane Pereira. Achei muito pertinente e compartilho com voces. Apesar de antigo, muito coerente.

HERANÇA

Na próxima vez em que seus pais lhes falarem que eles começaram do zero, digam que eles tiveram muita sorte. Vocês começarão com muito menos do que zero, pois irão começar com uma dívida de quase meio milhão de reais por casal. Quando seus pais lhes contarem que na época deles tudo era muito mais difícil, peçam a eles que leiam novamente este artigo. Quando seus pais nasceram, a população mundial era de somente 2 bilhões de habitantes. Enquanto eles pregavam o amor livre, em vez da paternidade responsável, nasceram mais 4 bilhões de criaturas para competir com vocês. Até hoje, discutir paternidade responsável é considerado politicamente incorreto no Brasil. Na época de seus pais, pagavam-se somente 5 a 15 dólares o barril de petróleo; agora vocês terão de pagar de 50 a 100 dólares. Isso eles delicadamente sempre se esquecem de mencionar.

Na época de seus pais, a carga tributária era de somente 15% do PIB. Eles podiam gastar 85% de tudo o que ganhavam, podiam viajar para a Disney com toda a família, tirar férias e trabalhar das 9 até as 17 horas. Agora, graças à opção ou omissão deles, a carga tributária já chega a 45% do PIB e vocês poderão gastar no máximo 55% do que ganharem. O crime organizado não paga impostos, por isso o governo só recebe 40% do PIB, mas vocês pagarão 45% do que ganham. A mãe não precisava trabalhar fora porque a renda do pai dava para sustentar a família. Hoje, em vez de cuidar da educação moral dos filhos, sua futura esposa certamente terá de trabalhar duro para ajudar no sustento da casa. O pior é que boa parte do que ela ganhar será para pagar os impostos e as alíquotas que seus pais criaram ou deixaram criar. A velha geração também criou esta dívida pública interna de 1 trilhão de reais que vocês terão de pagar, com juros de 19% ao ano. 

Outra dívida monumental que eles escondem a sete chaves é a previdenciária, estimada num estudo de Francisco Oliveira, do Ipea, em mais de 7 trilhões de reais, a ser pagos por vocês, jovens, nos próximos trinta anos. Isso tudo significa que os 20 milhões de famílias cujo titular está abaixo dos 30 anos começam a vida com uma dívida pública inicial de 400.000 reais mais ou menos. A maioria não consegue ganhar isso numa vida inteira, muito menos poupar esse valor, mas será obrigada a fazê-lo, está na Constituição. Não confiem nesses estudos e papers feitos por pesquisadores com mais de 50 anos que pretendem se aposentar. Façam vocês os próprios estudos e projeções. Nem confiem em mim; criem um grupo de estudo na internet e calculem essa dívida vocês mesmos, se deixarem. Para não ser acusado de exagerado, deliberadamente não incluí outra dívida, colossal nos Estados Unidos, que é a da saúde. Os velhos gastam de oito a trinta vezes mais em saúde do que os jovens, mas poucos da velha geração, muito menos o governo, estão poupando para uma eventual doença grave ou ponte de safena. Quem pagará por essa conta provavelmente serão vocês. Por isso, os gastos do governo e a carga tributária aumentarão de 45% para 50% ao longo dos anos. Em nome da dívida social eles criaram uma dívida monumental.

Seus pais fazem parte ou foram vítimas da geração que assinou a Constituição de 1988. Ou então fazem parte ou foram vítimas da escola keynesiana de intelectuais, a turma do gastem e endividem-se hoje porque "a longo prazo estaremos todos mortos". Mui amigos! A bem da verdade, a velha geração do mundo inteiro fez o mesmo, não é um fenômeno exclusivamente brasileiro. A velha geração americana, por exemplo, deixa dívida de 40 trilhões de dólares para a próxima geração pagar, leiam The Coming Generation Storm . O resto do mundo deixa um estrago bem maior, leiam Who Will Pay, publicado pelo FMI. Graças às dívidas públicas que seus pais contraíram para "desenvolver" o Brasil, aos impostos que eles criaram para "ajudar" os outros, aos direitos que eles concederam para si, ao petróleo que eles consumiram a 100 quilômetros por hora, a vida de vocês vai ser muito, mas muito mais difícil do que a deles. Mas isso eles não publicam, não escrevem nem contam na hora do jantar.


Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)

Editora Abril, Revista Veja, edição 1914, ano 38, nº 29, 20 de julho de 2005, página 22

 


Escrito por F. R. às 11h15
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29/09/11

Texto atribuido a Luis Fernando Veríssimo. Não sei se foi realmente ele que escreveu, mas gostei e divido com voces.

Eu nunca havia entendido porque as necessidades sexuais dos homens e das mulheres são tão diferentes.
 
Nunca tinha entendido isso de 'Marte e Vênus'.
 
E nunca tinha entendido porque os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
Uma noite, na semana passada, minha mulher e eu estávamos indo para a cama. Bem, começamos a ficar a vontade, fazer carinhos, provocações, o maior 'T' e, nesse momento, ela parou e me disse:
- Acho que agora não quero, só quero que você me abrace...
Eu falei: - O QUEEE???
Ela falou: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades emocionais como mulher.
Comecei a pensar no que podia ter falhado. No final, assumi que aquela noite não ia rolar nada, virei e dormi. No dia seguinte, fomos ao shopping.
Entramos em uma grande loja de departamentos. Fui dar uma volta enquanto ela experimentava três modelitos caríssimos. Como estava difícil escolher entre um ou outro, falei para comprar os três. Então, ela me falou que precisava de uns sapatos que combinassem a R$ 200,00 cada par. Respondi que tudo bem.
Depois fomos a seção de joalheria, onde gostou de uns brincos de diamantes e eu concordei que comprasse. Estava tão emocionada!!!
Deveria estar pensando que fiquei louco. Acho até que estava me testando quando pediu uma raquete de tênis, porque nem tênis ela joga.. Acredito que acabei com seus esquemas e paradigmas quando falei que sim. Ela estava quase excitada sexualmente depois de tudo isso.
Vocês tinham que ver a carinha dela, toda feliz!
Quando ela falou: - Vamos passar no caixa para pagar, amor?
Daí eu disse: - Acho que agora não quero mais comprar tudo isso, meu bem...
Só quero que você me abrace. Ela ficou pálida. No momento em que começou a ficar com cara de querer me matar, falei: - Você não sabe se conectar com as minhas necessidades financeiras de homem.
 
Vinguei-me! Mas acredito que o sexo acabou pra mim até o Natal de 2011

 


Escrito por F. R. às 15h40
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31/08/11

VERSÕES DE MIM

Vivemos cercados pelas nossas alternativas, pelo que podíamos ter sido.
Ah, se apenas tivéssemos acertado aquele número (unzinho e eu ganhava a sena acumulada), topado aquele emprego, completado aquele curso, chegado antes, chegado depois, dito sim, dito não, ido para Londrina, casado com a Doralice, feito aquele teste...

Agora mesmo neste bar imaginário em que estou bebendo para esquecer o que não fiz - aliás, o nome do bar é Imaginário - sentou um cara do meu lado direito e se apresentou:

- Eu sou você, se tivesse feito aquele teste no Botafogo

E ele tem mesmo a minha idade e a minha cara. E o mesmo desconsolo.

- Por que? Sua vida não foi melhor do que a minha?

- Durante um certo tempo, foi. Cheguei a titular. Cheguei a seleção. Fiz um grande contrato. Levava uma grande vida. Até que um dia..

- Eu sei, eu sei... disse alguém sentado ao lado dele.

Olhamos para o intrometido... Tinha a nossa idade e a nossa cara e não parecia mais feliz do que nós. Ele continuou:

- Você hesitou entre sair e não sair do gol. Não saiu, levou o único gol do jogo, caiu em desgraça, largou o futebol e foi ser um medíocre propagandista.

- Como é que você sabe?

- Eu sou você, se tivesse saído do gol. Não só peguei a bola como me mandei para o ataque com tanta perfeição que fizemos o gol da vitória. Fui considerado o herói do jogo. No jogo seguinte, hesitei entre me atirar nos pés de um atacante e não me atirar. Como era um herói, me tirei... Levei um chute na cabeça. Não pude ser mais nada. Nem propagandista. Ganho uma miséria do INSS e só faço isto: bebo e me queixo da vida. Se não tivesse ido nos pés do atacante...

Ele chutaria para fora. Quem falou foi o outro sósia nosso, ao lado dele, que em seguida se apresentou.

- Eu sou você se não tivesse ido naquela bola. Não faria diferença. Não seria gol. Minha carreira continuou. Fiquei cada vez mais famoso, e agora com fama de sortudo também. Fui vendido para o futebol europeu, por uma fábula. O primeiro goleiro brasileiro a ir jogar na Europa. Embarquei com festa no Rio...

- E o que aconteceu? perguntamos os três em uníssono.

- Lembra aquele avião da VARIG que caiu na chegada em Paris?

- Você...

- Morri com 28 anos.

- Bem que tínhamos notado sua palidez.

- Pensando bem, foi melhor não fazer aquele teste no Botafogo...

- E ter levado o chute na cabeça...

- Foi melhor, continuou, ter ido fazer o concurso para o serviço público naquele dia. Ah, se eu tivesse passado...

- Você deve estar brincando.

Disse alguém sentado a minha esquerda. Tinha a minha cara, mas parecia mais velho e desanimado.

- Quem é você?

- Eu sou você, se tivesse entrado para o serviço público.

Vi que todas as banquetas do bar à esquerda dele estavam ocupadas por versões de mim no serviço público, uma mais desiludida do que a outra. As conseqüências de anos de decisões erradas, alianças fracassadas, pequenas traições, promoções negadas e frustração. Olhei em volta. Eu lotava o bar. Todas as mesas estavam ocupadas por minhas alternativas e nenhuma parecia estar contente. Comentei com o barman que, no fim, quem estava com o melhor aspecto, ali, era eu mesmo. O barman fez que sim com a cabeça, tristemente. Só então notei que ele também tinha a minha cara, só com mais rugas.

- Quem é você? perguntei.

- Eu sou você, se tivesse casado com a Doralice.

- E..?

Ele não respondeu. Só fez um sinal, com o dedão virado para baixo...

Creio que a vida não é feita das decisões que você não toma, ou as atitudes que você não teve, mas sim, aquilo que foi feito!

Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado!

Luiz Fernando Veríssimo

* Texto enviado por minha amiga Eliane Pereira. Adorei e repasso aqui pra voces.

 


Escrito por F. R. às 17h21
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30/08/11

CARTA DE AGRADECIMENTO

Obrigado.

Por absolutamente tudo que vivemos juntos.
Por ter me amado.
Por ter me ensinado a amar.
Por cada aprendizado.
Por cada abraço.
Por cada beijo.
Por cada gozo.
Por cada olhar.
Por cada bico.
Por cada sim.
Por cada não.
Por ter me dado colo.
Por ter cuidado de mim, quando doente.
Por ter me ensinado a sorrir.
Por ter me ensinado a chorar.
Por ter amado e se dedicado a minha familia como se sua, fosse.
Por ter sonhado junto.
Por ter realizado junto.
Por ter me feito importante.
Por ter me apoiado em quase tudo (tudo seria impossivel, rs).
Por ter me mimado.
Por ter viajado comigo (de todas as formas).
Por ter me dado bronca.
Por ter me elogiado.
Por ter me feito sofrer.
POr ter me feito crescer.
Por ter me feito aprender.

Obrigado.

Este texto é o meu ponto final.


Escrito por F. R. às 17h59
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18/08/11

FALANDO DOS HOMENS por Fernanda Montenegro 

.... Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!
O modo de vida, os novos costumes e o desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está o macho da espécie humana.
Tive apenas 1 exemplar em casa, que mantive com muito zelo e dedicação num casamento que durou 56 anos de muito amor e companheirismo, (1952-2008) mas, na verdade acredito que era ele quem também me mantinha firme no relacionamento. Portanto,  por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem os Homens!'
Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da masculinidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:

1.. Habitat
Homem não pode ser mantido em cativeiro.
Se for engaiolado, fugirá ou morrerá por dentro.
Não há corrente que os prenda e os que se submetem à jaula perdem o seu DNA.
Você jamais terá a posse ou a propriedade de um homem, o que vai prendê-lo a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente, com dedicação, atenção, carinho e amor.

2.. Alimentação correta
Ninguém vive de vento. Homem vive de carinho, comida e bebida. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ele não receber de você vai pegar de outra. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã os mantém viçosos, felizes e realizados durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não o deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial. Portanto não se faça de dondoca preguiçosa e fresca. Homem não gosta disso. Ele precisa de companheira autêntica, forte e resolutiva.

3.. Carinho
Também faz parte de seu cardápio – homem mal tratado fica vulnerável a rapidamente interessar-se na rua por quem o trata melhor.
Se você quer ter a fidelidade e dedicação de um companheiro completo, trate-o muito bem, caso contrário outra o fará e você só saberá quando não houver mais volta.

4.. Respeite a natureza
Você não suporta trabalho em casa? Cerveja? Futebol? Pescaria? Amigos? Liberdade?  Carros? Case-se com uma Mulher.
Homens são folgados. Desarrumam tudo. São durões. Não gostam de telefones. Odeiam discutir a relação. Odeiam shoppings. Enfim, se quiser viver com um homem, prepare-se para isso.

5.. Não anule sua origem
O homem sempre foi o macho provedor da família, portanto é típico valorizar negócios, trabalho, dinheiro, finanças, investimentos, empreendimentos. Entenda tudo isso e apóie.

6.. Cérebro masculino não é um mito
Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino.
Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente não possuem! Também, 7 bilhões de neurônios a menos).
Então, agüente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração.
Se você se cansou de colecionar amigos gays e homossexuais delicados, tente se relacionar com um homem de verdade.
Alguns vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você.
Não fuja desses, aprenda com eles e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com as mulheres, a inteligência não funciona como repelente para os homens.
Não faça sombra sobre ele....
Se você quiser ser uma grande mulher tenha um grande homem ao seu lado, nunca atrás.
Assim, quando ele brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ele estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: homens também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar.
A mulher  sábia alimenta os potenciais do parceiro e os utiliza para motivar os próprios. Ela sabe que, preservando e cultivando o seu homem, ela estará salvando a si mesma.
E Minha Amiga, se Você acha que Homem dá muito trabalho, case-se com uma Mulher e aí Você vai ver o que é Mau Humor!
Só tem homem bom quem sabe fazê-lo ser bom!
Eu fiz a minha parte, por isso meu casamento foi muito bom e consegui fazer o Fernando muito feliz até o último momento de um enfisema que o levou de mim. Eu fui uma grande mulher ao lado dele, sempre.


Com carinho,
Fernanda Montenegro

Realmente não sei se foi a Fernanda MOntenegro que escreveu, mas gostei tanto do texto que divido com voces.

Mais um texto enviado por  meu amigo Kolberg.


Escrito por F. R. às 10h37
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06/08/11

Minha lágrima o lençol aquece
Meu corpo, a outro apetece
Meu coração, teu amor, enlouquece
Abstinência. O que não me mata, fortalece.


Escrito por F. R. às 10h52
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03/08/11

Não sei quem é o autor dessa coisa, mas só sei que é uma coisa boa de ler...

Coisa

A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.
A natureza das coisas: gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as "coisas" nordestinas são sinônimos dos órgãos genitais, registra o Aurélio. "E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios" (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.
Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: "Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já." E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
Em Minas Gerais, todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)". A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro. "Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca." Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso, ou quando via o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira fezz o personagem "Coisinha de Jesus".
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima". Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré ("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"), e A Banda, de Chico Buarque ("Pra  ver a banda passar / Cantando coisas de amor"), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".
Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal, "são tantas coisinhas miúdas"). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai"). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. "Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe." Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai." Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas! Coisa à  toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente." E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.
Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida", cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: "amarás a Deus sobre todas as coisas".

ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?

Mais uma enviada pelo amigo Kolberg. Coisas de quem gosta de uma boa leitura, né, rss. Obg.


Escrito por F. R. às 15h42
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02/08/11

Vai - Ivan Ângelo

Quer ir? Vai. Eu não vou segurar. Uma coisa que não dá certo é segurar uma pessoa contra a vontade, apelar pro lado emocional. De um jeito ou de outro isso vira contra a gente mais tarde: não fui porque você não deixou, ou: não fui porque você chorou. Sabe, existem umas harmonias em que é bom a gente não mexer. Estraga a música. Tem a hora dos violinos e tem a hora dos tambores.
Eu compreendo, compreendo perfeitamente. Olha, e até admito: você muda pra melhor. Fora de brincadeira, acho mesmo. Eu sei das minhas limitações, pensei muito nisso quando tava tentando te entender. É, é um defeito meu, considerar as pessoas em primeiro lugar. Concordo. Mas não tem mais jeito, eu sou assim. Paciência.
Sabe por que eu digo que você muda pra melhor? Ele faz tanta coisa melhor do que eu! Verdade. Tanta coisa que eu não aprendi por falta de tempo, de oportunidade - ora, pra que ficar me justificando? Não aprendi por falta de jeito, de talento, essa é que é a verdade. Eu sei ver as qualidades de uma pessoa, mesmo quando é um homem que vai roubar minha namorada. Roubar não: ganhar.
Compara. Ele dança muito bem, até chama a atenção. Campeão de natação, anda de bicicleta como um acrobata de circo, é bom de moto, sabe atirar, é fera no volante, caça e acha, monta a cavalo, mete o braço, pesca, veleja, mergulha... Não tem companhia melhor.
Eu danço mal, você sabe. Não consegui ultrapassar aquela fronteira larga entre a timidez e a ousadia, entre a discrição e o exibicionismo, que separa o mau e o bom bailarinos. Nunca fui muito além daquela fase em que uma amiga compadecida precisava sussurrar no meu ouvido: dois pra lá, dois pra cá.
Atravessar uma piscina eu atravesso, uma vez, duas talvez, mas três? Menino de cidade, e modesto, não tive córrego nem piscina. É com olhos invejosos que eu o vejo na água, afiado como se tivesse escamas.
Moto? Meu Deus, quem sou eu. Pra ser bom nisso é preciso ter aquele ar de quem vai passar roncando na frente ou por cima de todo mundo - e esse ar ele tem.
O jeito como ele dirige um carro é humilhante. Já viajei com ele, encolhido e maravilhado. Você conhece o jeitão, essa coisa da velocidade. Não vou ter nunca aquela noção de tempo, a decisão, o domínio que ele tem. Cada um na sua. Eu troquei a volúpia de chegar rapidinho pelo prazer de estar a caminho. No amor também.
Aí é que eu tou perdido mesmo, no capítulo da coragem. Ele faz e acontece, já vi. Mas eu? Quantas vezes já levei desaforo pra casa. Levei e levo. Se um cachorro late pra mim na rua, vou lá e mordo ele? Eu não. Mudo de calçada.
Vai.
Olha, não quero dizer que o que eu vou falar agora tenha importância pra você, que possa ter influído na sua decisão, mas ele tem mais dinheiro também, você sabe. Ele tem até, sabe?, aquele ar corajoso dos ricos, aquela confiança de entrar nos lugares. Eu não. Muito cristal me intimida. Os meus lugares são uns escondidos onde o garçom é amigo, o dono me confessa segredos, o cozinheiro acena lá do quadradinho e me reserva o melhor naco. É mais caloroso, mas não compensa o brilho, de jeito nenhum.
Ele é moderno, decidido. Num restaurante não te oferece primeiro a cadeira, não observa se você tá servida, não oferece mais vinho. Combina, não é?, com um tipo de feminismo. A mulher que se sente, peça o que quiser, sirva-se, chame o garçom quando precisar. Também não procura saber se você tá satisfeita. Eu sei que é assim que se usa agora. Até no amor. Já eu sou meio antigo, ultrapassado, gosto de umas cortesias.
Também não vou dizer que ele é melhor do que eu em tudo. Isso não. Eu sei por exemplo uns poemas de cor. Li alguns livros, sei fazer papagaio de papel, posso cozinhar uns dois ou três pratos com categoria, tenho certa paciência pra ouvir, sei uma ótima massagem pra dor nas costas, mastigo de boca fechada, levo jeito com crianças, conheço umas orquídeas, tenho facilidade pra descobrir onde colocar umas carícias, minhas camisas são lindas, sei umas coisas de cinema, não bato em mulher.
E não sou rancoroso.
Leva a chave para o caso de querer voltar.


Escrito por F. R. às 21h52
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29/07/11

Amantes do Direito

Desajeitado, o Magistrado Dr. Juílson tentava equilibrar em suas as mãos, a cuia, a térmica, um pacotinho de biscoitos, e uma pasta de documentos.

Com toda esta tralha, dirigir-se-ia para seu gabinete, mas ao dar meia volta deparou-se com sua esposa, a advogada Dra. Themis, que já o observava há sabe-se lá quantos minutos. O susto foi tal que cuia, erva e documentos foram ao chão. O juiz franziu o cenho e estava pronto para praguejar, quando observou que a testa da mulher era ainda mais franzida que a sua.

Por se tratarem de dois juristas experientes, não é estranho que o diálogo litigioso que se instaurava obedecesse aos mais altos padrões de erudição processual.

– Juílson! Eu não agüento mais essa sua inércia. Eu estou carente, carente de ação, entende?
– Carente de ação? Ora, você sabe muito bem que, para sair da inércia, o Juízo precisa ser provocado e você não me provoca, há anos. Já eu dificilmente inicio um processo sem que haja contestação.
– Claro, você preferia que o processo corresse à revelia. Mas não adianta, tem que haver o exame das preliminares, antes de entrar no mérito. E mais, com você o rito é sempre sumaríssimo, isso quando a lide não fica pendente... Daí é que a execução fica frustrada.
– Calma aí, agora você está apelando. Eu já disse que não quero acordar o apenso, no quarto ao lado. Já é muito difícil colocá-lo para dormir. Quanto ao rito sumaríssimo, é que eu prezo a economia processual e detesto a morosidade. Além disso, às vezes até uma cautelar pode ser satisfativa.
– Sim, mas pra isso é preciso que se usem alguns recursos especiais. Teus recursos são sempre desertos, por absoluta ausência de preparo.
– Ah, mas quando eu tento manejar o recurso extraordinário você sempre nega seguimento. Fala dos meus recursos, mas impugna todas as minhas tentativas de inovação processual. Isso quando não embarga a execução.


Mas existia um fundo de verdade nos argumentos da Dra. Themis. E o Dr. Juílson só se recusava a aceitar a culpa exclusiva pela crise do relacionamento. Por isso, complementou:

– Acho que o pedido procede, em parte, pois pelo que vejo existem culpas concorrentes. Já que ambos somos sucumbentes vamos nos dar por reciprocamente quitados e compor amigavelmente o litígio.
– Não posso. Agora existem terceiros interessados. E já houve a preclusão consumativa.
- Meu Deus! Mas de minha parte não havia sequer suspeição!
– Sim. Há muito que sua cognição não é exauriente. Aliás, nossa relação está extinta. Só vim pegar o apenso em carga e fazer remessa para a casa da minha mãe.

E ao ver a mulher bater a porta atrás de si, Dr. Juílson fica tentando compreender tudo o que havia acontecido. Após deliberar por alguns
minutos, chegou a uma triste conclusão:

– E eu vou ter que pagar as custas...

 

Enviada por meu amigo e advogado potiguar, Kolberg.


Escrito por F. R. às 10h17
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15/07/11

Do meu amigo Alan Arnaud. Tão linda achei que dividirei com voces.

Meu tempo

A gente nasce ao lado do tempo, mas não consegue acompanhar.
Pra criança o tempo é só presente, é brincadeira insistente e não tem hora pra acabar.
Mas um dia fica diferente e por mais que a criança invente, o tempo não quer mais brincar.
Ah quem me dera envelhecer guri pra ter o tempo como par.

Tempo que passa cresce, tempo que falta, falta faz
E quanto mais ele segue a diante, mais a mente olha pra trás
É ai que a distância aumenta, é ai que coração te distrai
Porque o tempo que vale é pra frente. A gente fica, e o tempo vai.

É preciso saber dividir, é preciso aproveitar
Porque o tempo não tem jeito. O tempo tem que passar
O tempo não te dá um tempo, tempo não dá pra comprar
E mesmo merecendo mais, tem o tempo de bastar.

O tempo voa, a gente não.
Mas tem um momento na vida que o tempo perde o poder
É quando a gente encontra um amor e deixa ele florescer
Ai o tempo deixa a correria, percebe a sua alegria e olha pra você

Nessa hora o tempo fica. E te espera com prazer
Porque encontra o tempo do outro e encontra tempo pra entender
Que ninguém precisa correr sozinho, que vale uma pausa por carinho
e que ainda há muito tempo pra viver

É desse jeito que corre o meu tempo
Muito à frente, mas dentro de mim
Admirando o amor que tenho, andando um pouquinho mais lento
Até que chegue o nosso fim

Ainda bem que eu amo assim.

Escrito por F. R. às 14h47
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14/07/11

Um dos videos mais incriveis que já assisti, por isso, fiz questão de dividir com voces.


Escrito por F. R. às 11h14
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28/04/11

Texto bastante pertinente sobre como anda o nível das novelas, o "carro-chefe" de vendas da maior emissora de tv desse país, a Globo.

A ficção na Globo está esquisita, muito esquisita...

Confesso que sou noveleira de carteirinha, ao ponto da minha dissertação ter sido sobre o tema. Mas especificamente, sobre as novelas que marcaram época na Vênus Platinada. Discuto personagem, trama, coerência e fico muito chateada quando não adivinho quem é o assassino. Essa minha atração pelos folhetins vem desde pequena. Ao invés de desenhos, eu preferia assistir as histórias interpretadas por Yoná Magalhães e Carlos Alberto. Eu podia não entender nada, mas prestava uma atenção... Por isso, décadas de telespectadora, estou achando as coisas estranhas lá para os lados do Projac. 

Com certeza, não sou a única. O Ibope divulgou que a Record atingiu metade do share – participação entre os aparelhos de TV ligados – da Globo. Na semana de 11 a 17 de abril, a Record marcou média de 18 pontos diante dos 36 obtidos pela Globo, em São Paulo. Não é pouca coisa, não. Vale lembrar que até pouco tempo, a emissora carioca reinava absoluta. E o seu carro-chefe é justamente as novelas. Elas continuam primando pelo excelente elenco e padrão de qualidade. Mas os enredos...

Vou começar pela nova temporada de Malhação. Escrita por Emanuel Jacobina – autor do projeto inicial e também de programas consagrados como “Casseta & Planeta Urgente!” e “Sai de Baixo”, a novela para adolescentes poderia se chamar, bem ao estilo Glória Magadan, Tragédias e doenças. Tudo bem que a informação é fundamental para os jovens. Mas não é preciso esclarecer e tratar de tudo em uma mesma obra.Acaba-se explicando mais ou menos, sem aprofundamento.
 
Pois é... Já tivemos a morte da adolescente grávida, o jovem que foi empurrado e bateu com a cabeça em uma pedra, a blogueira que usou o anonimato para difamar uma família e mais casos de câncer, aids, bipolaridade, anorexia, bulimia, epilepsia, dependência de drogas, alcoolismo, bullying, preconceito social, racial, sexual... Ufa! Alguém disse que, em determinadas situações, menos é mais. Essa é uma delas. Com tantos problemas não sobra tempo para a leveza, a ternura, o romantismo. E, volto a lembrar, é uma novela para jovens! Está faltando equilíbrio. A vida não é um mar de lágrimas.
 
De Walcyr Carrasco, estamos assistindo a Morde & Assopra. Posso falar de cadeira... Gosto tanto desse autor que fiz um curso de roteiro com ele. Walcyr escreveu, entre outras, “O Cravo e a Rosa”, “Chocolate com Pimenta” e “Alma Gêmea”. Já ouvi críticos falarem que ele só se sai bem nas novelas das 18 horas. Não concordo.  Em “Caras & Bocas”, das 19, Walcyr Carrasco colocou um chimpanzé como um dos protagonistas e o último capítulo da trama atingiu 61 por cento de share. Então fica a pergunta, que raio aconteceu com o escritor? Diariamente Júlia (Adriana Esteves) tem longos pesadelos com dinossauros que querem devorá-la. Como ela conseguiu se formar em Paleontologia? Parece médico que não pode ver sangue... E a química entre ela e Abner (Marcos Pasquim) ainda não rolou. Como também não aconteceu, até agora, o personagem Ícaro (Mateus Solano).
 
Bota camisa de força nele! Um homem que constrói um robô idêntico a mulher que morreu (Naomi, interpretada por Flávia Alessandra) e pretende se relacionar emocional e fisicamente com ele pode até ser um gênio. Mas é louco de pedra, de perto e de longe. Quanto a Augusta (Cissa Guimarães), deveria dar aulas de Economia. Como ela consegue manter um spa que não tem nem meia dúzia de clientes?  Antes que me esqueça, o que é aquela menina Tonica (Klara Castanho) falando nóis vai para a vaca Coração?
 
Aliás, o elenco do núcleo pobre da novela não prima por um português, no mínimo, razoável. É verdade, poucos nesse País têm a chance de estudar. Mas não seria uma boa dar uma aliviada nos erros crássicos e aproveitar o veículo de comunicação para levar um idioma mais ou menos certo para os que não têm oportunidades na vida? A novela começou mal, péssima para ser mais exata. Por uma coincidência infeliz, as primeiras cenas eram de um terremoto no Japão e foram exibidas logo após o terremoto ocorrer de fato no País. É preciso mudar o enredo antes que a vaca, não a Coração, vá para o brejo.
 
Gilberto Braga é mestre. Ele assinou “Dancin´Days”, “Vale Tudo” e “Celebridade”, entre tantos sucessos. Agora, com Ricardo Linhares, escreve Insensato Coração. A trama é ótima, mas está muito sensata. Os detalhes das cenas de violência, com direito a sangue cenográfico e maquiagem em excesso, chocam. O vilão Léo (Gabriel Braga Nunes) levou vários socos e pontapés na frente do pai (Raul, interpretado por Antônio Fagundes, que também apanhou um bocado), matou a queima roupa o bandido Andrade (Paulo Vespúcio), policiais fuzilaram com requinte uma quadrilha que explorava máquinas caça-níqueis e, em pleno Sábado de Aleluia, Araci (Cristiana Oliveira) provocou uma rebelião no presídio, matando uma agente penitenciária  e uma presidiária. Creio que todas essas cenas poderiam ser levadas ao ar sem tantas minúcias. Sim, essa é a realidade mostrada diariamente pelos nossos telejornais. Mas muita gente se senta diante da televisão para ver a antiga novela das oito, que agora já virou das nove e dez, porque deseja relaxar antes de dormir. Do jeito que vai, a turma fica é estressada. Vamos botar mais ficção na ficção! 
 
Deixei Cordel Encantado, de Duca Rachid e Thelma Guedes, para o final porque a novela começou há pouco tempo. As duas, que adaptaram “O Profeta”, de Ivani Ribeiro, e escreveram “Cama de Gato”, dessa vez criaram um enredo com rei, princesa, cangaceiro...O diretor de fotografia, Fred Rangel, usa recursos para fazer com que as imagens pareçam de cinema. Ponto para ele. Quanto ao sucesso ou fracasso da história, só nos resta esperar.Pelo menos, por enquanto, é a novela que está acertando o tom no horário noturno da Globo.  De resto, acho que a cúpula da emissora deve tentar controlar a situação caótica em que os seus folhetins se encontram. Sem esse controle, os telespectadores vão usar cada vez mais o controle remoto. 
 
Por Vera Lucas, jornalista e escritora

Escrito por F. R. às 08h51
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15/04/11

Escrevi esse texto após a leitura do livro  Muhammad Yunnus - O banqueiro dos pobres

Quem dá aos pobres empresta a Deus e quem empresta aos pobres?

Capa do LivroCresci ouvindo dizer que quem dá aos pobres empresta à Deus. Diferente de mim, o indiano Muhammad Yunus idealizador do Banco Grameen, conhecido internacionalmente como o banco dos pobres, deve ter crescido ouvindo sua mãe dizer que quem emprestasse aos pobres ganharia pontos extras com o Criador. Brincadeiras a parte, o Grameen trabalha de forma diferente de todos os bancos que conhecemos. Para eles, se voce estiver disposto a ser dono do seu negócio, for pobre e mulher, é o cliente perfeito, contrariando as regras econômicas ditadas pelo sistema bancário mundial.

O Grameen foi fundado na década de 70 quando Yunnus era professor de economia numa universidade próxima a Bangladesh, Índia. Ele observou a pobreza que tomava conta dos arredores das cidades indianas e junto com seus alunos começou a pesquisar sobre a vida das pessoas nas aldeias próximas a universidade em que lecionava. O que descobriu foi que, com muito pouco, as familias poderiam sair de sua condição de miserabilidade. A partir do cruzamento desses dados, surgiu o embrião do banco, um sistema de empréstimo exclusivamente para as mulheres das aldeias porque descobriram (e temos inúmeras pesquisas que comprovam isso) que as mulheres são mais pagadoras, mais cumpridoras dos seus deveres e têm muito cuidado quando adquirem algum empréstimo por saberem a importância do nome como garantia de pagamento. Era justamente isso que o banco dos pobres queria, apenas o nome limpo e a vontade de empreender.

Muhammad Yunnus, que ganhou o nobel da paz em 2006 por essa iniciativa, afirma que ninguem é pobre porque quer, são as circunstâncias que os fazem sê-lo. Quem disse que o fato de alguem ser pobre o impede de ter ambição e querer ascender socialmente? O que falta, na grande maioria das vezes é um voto de confiança pra iniciar um pequeno negócio ou ampliar um, já existente.

Com números e incontáveis exemplos, Yunnus prova que diferente do que os bancos sempre pensaram e propagaram, existe, nessa faixa de condição social, uma taxa baixissima de inadimplência que gira em torno de 3%. O professor defende que voce não precisa treinar ninguem porque todos têm uma habilidade e precisam apenas do apoio inicial para desabrochar o empreendedor que existe em cada um de nós. O banco hoje é comercial, mas continua trabalhando da mesma forma que o fez chegar a ser um dos maiores da Índia. A experiência já foi exportada para inúmeros países. Aqui no Brasil, o Banco Palmas de Fortaleza, repete a fórmula, com sucesso.

Realmente não sei como Deus enxerga alguem que empresta dinheiro a pobre a juros baixissimos, mas no livro, Muhammad Yunnus - O banqueiro dos pobres, é possivel entender a lógica e o funcionamento do banco e ler como milhares de familias saíram da linha da pobreza, de fato. Mas o que verdadeiramente compreendi é que, não devemos esquecer nunca que por trás de uma pessoa de condição social menos favorecida existe um ser humano que, por vezes, necessita de muito pouco para voltar a ser gente e isso, raramente enxergamos, infelizmente.

Flávia Rocha, jornalista e professora


Escrito por F. R. às 11h03
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14/04/11

Meu amigo Kolberg enviou o texto abaixo. Não sabemos a autoria, mas como achei bem bolado, divido com voces.

Pergunta:

Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão "no frigir dos ovos"?

Resposta:
Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem idéias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa.
E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco...

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

Entendeu o que significa “no frigir dos ovos”?

 


Escrito por F. R. às 10h37
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11/02/11

DEFICIÊNCIAS
Mário Quintana


'Deficiente'
é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições
de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

'Louco'
 é quem não procura ser feliz com o que possui.
'Cego'
é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria,
e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

'Surdo'
 é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo,
ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

'Mudo'
 é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.
'Paralítico'
é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.
'Diabético'
 é quem não consegue ser doce.  
'Anão'
 é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

'Miseráveis'
 são todos que não conseguem falar com Deus.

' A amizade é um amor que nunca morre..   '

De novo, enviada por meu amigo Kolberg


Escrito por F. R. às 09h38
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08/02/11

Enviada por meu amigo, Kolberg.

*O advogado e a laranja

Um professor perguntou a um dos seus alunos do curso de Direito:
- Se você quiser dar a Epaminondas uma laranja, o que deverá dizer ?
O estudante respondeu:
- Aqui está, Epaminondas, uma laranja para você.
O professor gritou, furioso:
- Não ! Não ! Pense como um Profissional do Direito !
O estudante respondeu:
- Ok, então eu diria:
"Eu, por meio desta, dou e concedo a você, Epaminondas de tal,
CPF e RG nºs., e somente a você, a propriedade plena e exclusiva, inclusive benefícios futuros, direitos, reivindicações e outras vindicações, títulos, obrigações e vantagens no que concerne à fruta denominada laranja em questão, juntamente com sua casca, sumo, polpa e sementes, transferindo-lhe todos os direitos e vantagens necessários para espremer, morder, cortar, congelar, triturar, descascar com a utilização de quaisquer objetos e, de outra forma, comer, tomar ou, de qualquer forma, ingerir a referida laranja, ou cedê-la com ou sem casca, sumo, polpa ou sementes, e qualquer decisão contrária, passada ou futura, em qualquer petição, ou petições, ou em instrumentos de qualquer natureza ou tipo, fica assim sem nenhum efeito no mundo cítrico e jurídico, valendo este ato entre as partes, seus herdeiros e sucessores, em caráter irrevogável e irretratável, declarando Paulo que o aceita em todos os seus termos e conhece perfeitamente o sabor da laranja, não se aplicando ao caso o disposto no Código do Consumidor.
E o professor então comenta:
- Melhorou bastante, mas não seja tão sucinto, tão resumido…
procure fundamentar mais*


Escrito por F. R. às 11h26
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27/01/11

JOVENS METROPOLITANOS ANALFABETOS FUNCIONAIS TÊM FUNÇÃO ALÉM DAS FRONTEIRAS DE BRASÍLIA DO SÉCULO XXI?


O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)/MEC divulga os resultados do Enem 2010 (Exame Nacional do Ensino Médio), que pela primeira vez integrará o processo seletivo das universidades públicas federais, além de constituir o critério de seleção para os estudantes que pretendem concorrer ao ProUni (Programa Universidade para Todos), do Governo Federal, e para o ingresso em cerca de 500 universidades como complemento ou em substituição do vestibular. Nesse contexto, o Instituto Paulo Montenegro e a Ação Educativa revisitam os dados do Inaf Jovens, levantamento realizado em 2009 junto à população entre 15 e 24 anos de nove regiões metropolitanas, analisando seus níveis de alfabetismo funcional, trajetória e expectativas educacionais, com especial destaque para aqueles que planejam ingressar em um curso superior. Esse é o público ao qual, em princípio, estão destinadas as vagas no ensino superior nos próximos anos. O Enem é um mecanismo que pretende democratizar esse acesso. Quais os limites dessa abertura? Que reflexos pode ter na melhoria da educação básica? A perspectiva de ingresso no ensino superior é a alternativa para a maioria dos jovens metropolitanos?

Esta nova análise ressalta o grande desafio à sociedade brasileira de assegurar as oportunidades de acesso a uma educação com mais qualidade e significado para os jovens, que ofereça condições efetivas para, através dela, desenvolverem-se como indivíduos aptos a exercerem com autonomia seus direitos e responsabilidades.

Resultados gerais do Inaf Jovens

Os resultados gerais dessa edição especial do Inaf mostram que cerca de 22% dos jovens metropolitanos entre 15 e 24 anos podem ser considerados analfabetos funcionais. Desses jovens, 3% são analfabetos absolutos (não sabem ler e escrever, exceto números familiares) e 19% são alfabetizados em nível rudimentar (leem textos curtos, como cartas, e lidam com números em operações simples, como o manuseio de dinheiro).

Do total de entrevistados, 51% estavam cursando o Ensino Médio ou haviam concluído esse nível, mas não ingressaram no ensino superior. Só 12% já tinham ingressado no Ensino Superior, enquanto 36% ainda estavam no ensino fundamental.

Perspectivas de ingresso no ensino superior

Pouco mais de um em cada quatro jovens (26%) com 18 a 24 anos que vivem nas regiões metropolitanas das maiores capitais do País estão, em princípio, excluídos da possibilidade de tentar ingressar no nível superior, por não terem sequer ingressado no Ensino Médio.
E mesmo dentre os jovens metropolitanos entre 18 e 24 anos que completaram essa etapa, uma parcela significativa tem limitações de aprendizagem que praticamente inviabilizam a continuidade dos estudos: cerca de 12% dos jovens metropolitanos com Ensino Médio completo ou incompleto e 3% daqueles com Nível Superior completo ou incompleto podem ser considerados analfabetos funcionais.
É ainda significativa a parcela desses jovens (40% daqueles que concluíram ou estão cursando o Ensino Médio e 18% dos que cursam o superior) com nível de alfabetismo Básico e que, embora tenham condições de prosseguir os estudos, poderão ter limitações significativas para absorver o conteúdo que lhes seja oferecido ou contam com suprir, na faculdade, as deficiências acumuladas em sua trajetória escolar.

Os jovens do ensino médio

O Inaf Jovens investigou ainda o grau de conhecimento e interesse dos jovens entre 15 e 24 anos em relação aos cursos ou iniciativas oferecidas para o ingresso no ensino superior: 49% dos jovens metropolitanos que cursam ou concluíram o Ensino Médio afirmam conhecer programas de bolsas para cursar faculdade privada, como o ProUni, porém, somente 20% afirmam pretender participar deles nos dois anos seguintes à realização da pesquisa. Além destes, 10% teriam interesse, mas acham que não têm condições de participar, não preenchem os requisitos necessários ou não acreditam que consigam passar na seleção.

Dos jovens que cursam ou concluíram o ensino médio, 50% conhecem os cursinhos pré-vestibular pagos, sendo que 14% dizem pretender cursar nos próximos dois anos e 12% dizem não terem condições de participar de tais cursos. Em relação aos cursinhos pré-vestibulares gratuitos, 45% dizem conhecer, 22% afirmam ter interesse em participar nos próximos dois anos e 5% afirmam ter alguma dificuldade em participar.
É interessante notar que a percepção das próprias limitações se converte em barreira para a continuidade dos estudos. Com efeito, 60% dos que pretendem fazer cursinhos pré-vestibulares pagos têm nível pleno de alfabetismo, 33% nível básico e somente 7% nível rudimentar. O mesmo ocorre com relação aos cursinhos gratuitos: 50% dos que pretendem cursar têm nível pleno, 42% básico e 8% rudimentar.
Em relação às vagas reservadas para alunos de escola pública ou negros em universidade pública (cotas), 24% daqueles que cursam ou concluíram o ensino médio conhecem esse tipo de iniciativa e 5% dessa mesma população declara ter intenção de usufruir desta possibilidade.

 

Os jovens no Ensino Fundamental

Três em cada quatro jovens metropolitanos que não estudam ou não completaram o ensino médio gostariam de voltar a estudar no próximo ano.

Entre esses jovens, 28% ainda têm expectativas de chegar à universidade, sendo que 7% esperam apoiar-se no ProUni e 3% pretendem concorrer a vagas reservadas para alunos da escola pública ou negros/indígenas; 11% acham que têm condições de fazer um cursinho gratuito e 7% um cursinho pago.
O nível de alfabetismo desse público confirma a qualificação que se espera dos programas de reposição da escolaridade que poderão acessar: 34% têm nível rudimentar , 43% básico e apenas 17% atingem o nível pleno. A maioria deles é do sexo masculino (54%), com predominância de pardos (43%) e negros (22%).
Para esse público, outras alternativas para o avanço de sua escolaridade precisam ser apresentadas. O Projovem, por exemplo, que oferece bolsa para jovens que querem terminar o ensino fundamental em regiões metropolitanas, foi considerado como uma perspectiva para 22% destes jovens que deixaram os estudos ou estão fora de fluxo; 8% desejam fazer um técnico de nível médio; e 12% almejam uma qualificação profissional básica.

Abrir os caminhos para a profissionalização qualificada

Os resultados do Inaf Jovens sugerem que o Enem pode cumprir um papel importante da democratização do acesso ao ensino superior, perspectiva de inserção no mundo do trabalho e geração de emprego e renda para muitos jovens. Os baixos índices de alfabetismo somados a um conhecimento reduzido das oportunidades voltadas a alunos de escolas públicas ainda constituem limitações a serem superadas.
A democratização do acesso ao ensino superior é uma política necessária, que pode representar novas alternativas para os jovens, que têm tido dificuldades de se inserir no mercado em postos de trabalho qualificados. Mas o panorama geral indica que é necessário democratizar o conhecimento e o acesso efetivo a outras estratégias de profissionalização, em especial ao ensino médio técnico. É certo que seja qual for o caminho, no nível médio, técnico ou superior, para se profissionalizar os jovens precisarão mobilizar habilidades de leitura e escrita que a escola básica não está conseguindo garantir. Esse tem que ser um investimento prioritário dos governos, mas certamente os jovens estarão mais dispostos a investir suas energias no estudo se, além de uma escola básica de qualidade, puderem vislumbrar perspectivas mais promissoras de se tornarem profissionais de nível médio ou superior.
O avanço dos níveis de alfabetismo desse segmento contribuirá para que o Brasil tenha, nas próximas décadas, a liderança de uma geração mais consciente de cidadãos, chefes de família, consumidores, eleitores, produtores de cultura e determinará a qualidade da força de trabalho de um país que pretende, crescentemente, ter um papel relevante no cenário mundial.
Para mais informações consulte, no site www.ipm.org.br, o relatório do Inaf – Indicador de Alfabetismo Funcional – Edição Especial Jovens Metropolitanos, um estudo realizado pelo Instituto Paulo Montenegro e pela Ação Educativa, com o apoio do Grupo Ibope.

Metodologia

Para o Inaf Jovens 2009 foram entrevistados, entre os dias 18 de julho e 1º de agosto de 2009, 1.008 jovens entre 15 e 24 anos residentes nas nove regiões metropolitanas brasileiras de Salvador, Fortaleza, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Brasília.

O Inaf determina quatro níveis de alfabetismo, de acordo com a tabela abaixo.


Sobre o Instituto Paulo Montenegro (www.ipm.org.br)

Em 2000, o Ibope criou o Instituto Paulo Montenegro, organização sem fins lucrativos que atua de maneira focada e com prioridade definida no campo da educação. O Instituto desenvolve e dissemina projetos que têm como base o know-how em pesquisa das empresas do Grupo e a credibilidade conquistada ao longo de seus 68 anos de atividade.

Sobre a Ação Educativa (www.acaoeducativa.org.br)

A Ação Educativa é uma organização não governamental fundada em 1994, com a missão de promover os direitos educativos e da juventude, tendo em vista a justiça social, a democracia participativa e o desenvolvimento sustentável no Brasil. A capacidade de realização da Ação Educativa resulta do alto empenho de sua equipe e da confiança e colaboração de uma ampla rede de parceiros nacionais e internacionais.


Fonte: Rose Guirro, Mariana Bevilacqua e Rafael Presilli | Ketchum Estratégia | Débora Kakihara e Taís Bahov | Comunicação Institucional Ibope | (GC)

Fonte: Portal da Propaganda


Escrito por F. R. às 17h34
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26/01/11

Recebi esse texto do meu amigo Joaozinho e resolvi partilhar com voces. Espero que gostem...

A CHEGADA DO ANO DE 2012....(mensagem do mestre SAI BABA*)
 
Bom, por um lado existem várias profecias que indicam esta data como um momento importante da história da humanidade, mas a mais significativa é o término do calendário Maya, cuja profecia foi interpretada de várias formas. Os mais negativos pensam que nesse ano o mundo termina, mas isto não é real, pois sabemos que neste ano começa a Era de Aquário.

Na verdade este planeta está sempre mudando a sua vibração, e estas mudanças intensificaram-se desde 1898, levando a um período de 20 anos de alterações dos pólos magnéticos que não ocorriam há milhares de anos. Quando ocorre uma mudança do magnetismo da terra, surge também uma mudança consciencial, assim como uma adaptação física à nova vibração. Estas alterações não acontecem apenas no nosso planeta, mas em todo o universo, como a ciência atual tem comprovado.
 
Informe-se sobre as mudanças das tempestades solares (que são tempestades magnéticas) e perceberá que os cientistas estão a par destes assuntos. Ou pergunte a um piloto aviador sobre o deslocamento dos pólos magnéticos, já que todos os aeroportos foram obrigados a modificar os seus instrumentos nos últimos anos.
 
Esta alteração magnética se manifesta como um aumento da luz, um aumento da vibração planetária.
Para entender mais facilmente esta questão, é preciso saber que a vibração planetária é afetada e intensificada pela consciência de todos os seres humanos. Cada pensamento, cada emoção, cada ser que desperta para a consciência de Deus, eleva a vibração do planeta.
Isto pode parecer um paradoxo, uma vez que vemos muito ódio e miséria ao nosso redor, mas é assim mesmo.
Venho dizendo em mensagens anteriores que cada um escolhe onde colocar a sua atenção. Só vê a escuridão aqueles que estão focados no drama,na dor, e na injustiça. Aquele que não consegue ver o avanço espiritual da humanidade, não tem colocado a sua atenção nesse aspecto.
Porém se liberar sua mente do negativo, abrirá um espaço onde sua essência divina pode manifestar-se, e isto certamente trará o foco para o que ocorre de fato neste momento com o planeta e a humanidade.
 
“Estamos elevando a nossa consciência como jamais o fizemos”.

Como assim? Não percebe a escuridão? Vejo-a sim, mas não me identifico com ela, não a temo.  Como posso temer a escuridão se vejo a luz tão claramente? Claro que entendo aqueles que a temem, porque também fiquei parado nesse lugar onde apenas via o mal.  E por esta razão sinto amor por tudo isso.
 
A escuridão não é uma força que obriga a viver com mais ruindade ou com mais ódio.  Não é uma força que se opõe à luz.  É ausência da luz. Não é possível invadir a luz com a escuridão, porque não é assim que o principio da luz funciona.  O medo, o drama, a injustiça, o ódio, a infelicidade, só existem em estados de penumbra, porque não podemos
ver o contexto total da nossa vida.  A única forma de ver a partir da luz é por meio da fé.  Assim que aumentamos a nossa freqüência vibracional (estado de consciência), podemos olhar para a escuridão e entender plenamente o que vivemos.

Mas como pode afirmar tudo isso, se no mundo existe cada vez mais maldade?
 
Não há mais maldade, o que há é mais luz, e é sobre isso que falo agora.Imagine que você tem um quarto, ou uma despensa, onde guarda suas coisas, iluminado por uma lâmpada de 40W.  Se trocar para uma lâmpada de 100W, verá muita desordem e um tipo de sujeira que você nem imaginava que tinha naquele local.

A sociedade está mais iluminada.  Isto é o que está acontecendo. E isto faz com que muitas pessoas que lêem estas afirmações as considerem loucura. Percebeu que hoje em dia as mentiras e ilusões são percebidas cada vez mais rapidamente?  Bom, também está mais rápido alcançar o entendimento de Deus e compreender a forma como a vida se organiza.

Esta nova vibração do planeta tem tornado as pessoas nervosas,depressivas e doentes. Isto porque, para poder receber mais luz, as pessoas precisam mudar física e mentalmente. Devem organizar seus quartos de despejo, porque sua consciência cada dia receberá mais luz. E por mais que desejem evitar, precisarão arregaçar as mangas e começar a limpeza, ou terão que viver no meio da sujeira.
Esta mudança provoca dores físicas nos ossos, que os médicos não conseguem resolver, já que não provem de uma doença que possa ser diagnosticada.

Dirão que é causado pelo estresse.  Porém isto não é real.  São apenas emoções negativas acumuladas, medos e angústias, todo o pó e sujeira de anos que agora precisa ser limpo.

Algumas noites as pessoas acordarão e não conseguirão dormir por algum tempo. Não se preocupem.  Leiam um livro, meditem, assistam TV. Não imaginem que algo errado ocorre. Você apenas está assimilando a nova vibração planetária. No dia seguinte seu sono ficará normal, e não sentirá falta de dormir.

Se não entender este processo, pode ser que as dores se tornem mais intensas e você acabe com um diagnóstico de fibromialgia, um nome que a medicina deu para o tipo de dores que não tem causa visível. Para isto não existe tratamento específico – apenas antidepressivos, que
farão com que você  perca a oportunidade de mudar sua vida.
 
Uma vez mais, cada um de nós precisa escolher que tipo de realidade deseja experimentar, porém sabendo que desta vez os dramas serão sentidos com mais intensidade, assim como o amor. Quando aumentamos a intensidade da luz, também aumentamos a intensidade da escuridão, o que explica o aumento de violência irracional nos últimos anos.
Estamos vivendo a melhor época da humanidade desde todos os tempos. Seremos testemunhas e agentes da maior transformação de consciência jamais imaginada.
 
Informe-se, desperte sua vontade de conhecer estas questões. A ciência sabe que algo está acontecendo, você sabe que algo está acontecendo. Seja um participante ativo. Que estes acontecimentos não o deixem assustado, por não saber do que se trata.

SOBRE SAI BABA

* Na religião Indu se acredita que Deus encarna de tempos em tempos para promover o bem-estar da humanidade. A esta encarnação, o Ser Iluminado é chamado de Avatar.
As qualidades do Avatar que mais o distinguem do homem comum é seu completo domínio sobre o mundo físico, incluindo a faculdade de materializar objetos a vontade e faculdades como: a Oniciência, Onipresença e Onipotência,
A capacidade de transmitir uma corrente de Amor puro e inegotável; Uma graça especial que transcende todas as circunstâncias do Carma.
SAI BABA É UM AVATAR DE SHIVA; UMA MANIFESTAÇÃO DO TERCEIRO ASPECTO DA TRINDADE INDU. - BRAHAM ( AQUELE QUE  CRIA) - VISNHU ( AQUELE QUE SUSTENTA) - SHIVA (AQUELE QUE TRANSFORMA).
SAI BABA Afirma que nesta presente forma ele manifesta ambos os aspectos de SHIVA ( MASCULINO E FEMININO - SHIVA-SHAKTI).

Eis a razão de seu nome: SAI BABA significa MÂE E PAI.


Escrito por F. R. às 18h01
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12/01/11

O artigo abaixo foi enviado pelo amigo Kolberg. Gostei muito, por isso, reparto com voces. Foi escrito por Sylvio Guedes, editor-chefe do Jornal de Brasília, critica o "cinismo" dos jornalistas, artistas e intelectuais ao defenderem o fim do poder paralelo dos chefes do tráfico de drogas. Guedes desafia a todos que "tanto se drogaram nas últimas décadas que venham a público assumir: eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro".

Eu ajudei a destruir o Rio!

É irônico que a classe artística e a categoria dos jornalistas estejam
agora na, por assim dizer, vanguarda da atual campanha contra a
violência enfrentada pelo Rio de Janeiro. Essa postura é produto do
absoluto cinismo de muitas das pessoas e instituições que vemos
participando de atos, fazendo declarações e defendendo o fim do poder
paralelo dos chefões do tráfico de drogas.

Quando a cocaína começou a se infiltrar de fato no Rio de Janeiro, lá
pelo fim da década de 70, entrou pela porta da frente. Pela classe
média, pelas festinhas de embalo da Zona Sul, pelas danceterias, pelos
barzinhos de Ipanema e Leblon. Invadiu e se instalou nas redações de
jornais e nas emissoras de TV, sob o silêncio comprometedor de suas
chefias e diretorias.

Quanto mais glamuroso o ambiente, quanto mais supostamente
intelectualizado o grupo, mais você podia encontrar gente cheirando
carreiras e carreiras do pó branco. Em uma espúria relação de
cumplicidade, imprensa e classe artística (que tanto se orgulham de
serem, ambas, formadoras de opinião) de fato contribuíram enormemente
para que o consumo das drogas, em especial da cocaína, se disseminasse
no seio da sociedade carioca - e brasileira, por extensão. Achavam o
máximo; era, como se costumava dizer, um barato.

Festa sem cocaína era festa careta. As pessoas curtiam a comodidade
proporcionada pelos fornecedores: entregavam a droga em casa, sem a
necessidade de inconvenientes viagens ao decaído mundo dos morros,
vizinhos aos edifícios ricos do asfalto.

Nem é preciso detalhar como essa simples relação econômica de mercado
terminou. Onde há demanda, deve haver a necessária oferta. E assim,
com tanta gente endinheirada disposta a cheirar ou injetar sua dose
diária de cocaína, os pés-de-chinelo das favelas viraram barões das
drogas.

Há farta literatura mostrando como as conexões dos meliantes
rastacuera, que só fumavam um baseado aqui e acolá, se tornaram
senhores de um império, tomaram de assalto a mais linda cidade do país
e agora cortam cabeças de quem ousa lhes cruzar o caminho e as exibem
em bandejas, certos da impunidade.

Qualquer mentecapto sabe que não pode persistir um sistema jurídico em
que é proibida e reprimida a produção e venda da droga, porém seu
consumo é, digamos assim, tolerado. São doentes os que consomem. Não
sabem o que fazem. Não têm controle sobre seus atos. Destroem
famílias, arrasam lares, destroçam futuros.

Que a mídia, os artistas e os intelectuais que tanto se drogaram nas
três últimas décadas venham a público assumir:

"Eu ajudei a destruir o Rio de Janeiro."
Façam um adesivo e preguem no vidro de seus Audis, BMWs e Mercedes.


Escrito por F. R. às 21h35
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11/11/10

Gente, o video acima foi o ápice da campanha "Carinho de Verdade" criada pela agência Casanova de Brasilia, a pedido da agência Agnelo Pacheco para o cliente Sesi. Achei belissimo e muito criativo. Compartilho com voces.


Escrito por F. R. às 10h24
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